APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO EM INDÚSTRIAS CERÂMICAS DO SUL CATARINENSE

Edilson Citadin Rabelo, Altair Borgert, Cristiano Salvador Calixto de Medeiros

Resumo


Este artigo apresenta um estudo referente ao comportamento dos custos em indústrias cerâmicas e argumenta sobre a utilização dos critérios para alocação dos custos indiretos de produção. Os dados pesquisados foram coletados em um período de doze meses, no ano de 2008, e extraídos diretamente das planilhas de custos de três indústrias cerâmicas da região sul do estado de Santa Catarina. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de caráter descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa e quantitativa, cujo objetivo é analisar, estatisticamente, a aderência dos critérios utilizados em indústrias cerâmicas para rateio dos custos indiretos de produção. Para tal propósito, foram testados dois critérios de rateio: o volume produzido em m² e o consumo de massa em toneladas, como variáveis independentes, e, dois itens de custos indiretos: o consumo de gás em m³ e o valor da mão-de-obra indireta em R$, como variáveis dependentes. Em relação à mão-de-obra indireta, com a utilização dos critérios volume produzido e consumo de massa, as análises apontam índices em torno de 41%, considerada como uma correlação positiva moderada. Já, em relação ao consumo de gás, o grau de correlação encontrado atingiu uma média de 73%, considerada forte correlação positiva. Como resultado final, conclui-se que as empresas em questão necessitam rever seus critérios de rateios, além de demonstrar que não existe um comportamento uniforme para os três casos estudados.


Palavras-chave


Correlação e regressão. Critérios de rateio. Custos indiretos.

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  Revista ABCustos - ISSN 1980-4814

  Associação Brasileira de Custos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil

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