ANÁLISE DO RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ROE) DAS EMPRESAS QUE PUBLICARAM O BALANÇO SOCIAL NO MODELO IBASE NO PERÍODO DE 2001 A 2005 A PARTIR DA ABORDAGEM DA TEORIA INSTITUCIONAL

Romildo de Oliveira Moraes, Valmor Slomski, Emanuel Rodrigues Junqueira

Resumo


A abordagem do isomorfismo institucional indica que as empresas, em seus campos organizacionais, tomam medidas visando a homogeneização de suas ações, de forma que possam ser aceitas e legitimadas pela sociedade. Sobre esta hipótese, a divulgação do Balanço Social representaria um isomorfismo mimético, ou seja, as empresas tenderiam a copiar o procedimento de outras, buscando ser aceitas pela sociedade. O presente estudo verificou, através de uma pesquisa empírica envolvendo todas as empresas brasileiras com ações listadas na Bovespa, a partir de dados obtidos junto a Economática, se o retorno sobre o patrimônio líquido das entidades que publicaram o Balanço Social são iguais ou diferentes em relação às empresas que não publicaram o Balanço Social. Os resultados obtidos indicaram que a variação da rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio entre as empresas que publicaram e as que não publicaram o Balanço Social pode ser fruto do acaso, ressaltando que as empresas que publicaram o Balanço Social não apresentam retornos maiores ou menores do que as que não publicaram, ratificando a abordagem da teoria institucional, para a qual as decisões de evidenciar o Balanço Social poderiam estar relacionadas ao isomorfismo mimético, sem que haja uma relação direta de eficácia ou de maior retorno de valor para o acionista.


Palavras-chave


Isomorfismo. Balanço Social. Teoria Institucional.

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  Revista ABCustos - ISSN 1980-4814

  Associação Brasileira de Custos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil

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